HISTÓRIA:

Esta receita pode ter tido a sua origem em Valença.

“A Rosa do Adro” é um romance escrito por Manuel Maria Rodrigues em 1870. Era natural de Gondim, Freguesia de Cerdal, Concelho de Valença onde nasceu em 1847. Faleceu no Porto a 16 de Agosto de 1899. Foi autor de vários romances, sendo “A Rosa do Adro” o mais popular e considerado o romance mais lido na língua de Camões da história da literatura romancista Portuguesa. Foi várias vezes adaptado ao teatro e duas ao cinema. É um drama de amor entre Rosa e Fernando que retrata os costumes e os traços do carácter das gentes da nossa terra.

É um melodramático que se recomenda ler.

 

Bacalhau à Rosa do Adro, porquê? …

O termo de “Rosa do Adro” faz parte de muitos compêndios de culinária. Na busca que tenho vindo a realizar ao longo dos anos, conclui que o nome de “Rosa do Adro” foi adotado pela culinária para identificar todos os pratos de peixe em que, na sua confeção, se utilize o ovo e o pão ralado, isto é, que sejam passados por “ovo e pão ralado” , dois componentes que podem muito bem representar de certa forma “Rosa e Fernando”, os protagonistas deste drama de amor.

A intuição leva-me a acreditar que o batismo desta prática possa ter acontecido em Valença.

Do “Bacalhau à Rosa do Adro” não encontrei registos que me possam garantir que a sua origem tenha acontecido em Valença, mas como também nada me diz o contrário, porque não o reivindicar para Valença?...  Que afinal até é a terra natal do autor do romance “A Rosa do Adro”.

No simbolismo gastronómico são usadas, muitas vezes, expressões da literatura pela evocação que certos autores fazem de determinado prato e, muitas vezes, até com pormenores sobre a sua confeção, tornando-os assim míticos e populares.

Assim encontrámos expressões como “Romeu e Julieta”. Associada, como toda a gente sabe, à conjugação de queijo e marmelada, quando servidos no mesmo prato.

Há alguns anos apareceu também no mercado um vinho do Dão, para simbolizar uma história de amor: “Pedro & Inês”, que o seu autor idealizou!... Recorrendo ao “casamento” de duas castas: a “Baga” (Inês?) e o “Alfrocheiro” (Pedro?). 

 

PREPARAÇÃO:

Passamos as postas de bacalhau, depois de bem enxugadas, por ovo e pão ralado, fritamos em azeite, ao que juntamos 2 dentes de alho com a pele e uma folha de louro. Colocamos as postas fritas numa travessa. Ladear com batatas e brócolos cozidos, regar o bacalhau com azeite e alho a ferver, que previamente preparámos. Decorar com uma espetada feita com os pickles, terminada com uma azeitona na ponta e servir de imediato.

“Na cozinha devemos ter respeito ao risco, amor ao ofício, e veneração pela qualidade”

 

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Bacalhau à Rosa do Adro