PREPARAÇÃO:

Juntar a farinha, açúcar e o leite, amassar e juntar o sal, raspa do limão, canela e a manteiga derretida. Trabalhar bem a massa e deixar repousar durante 2 horas coberta com um pano em lugar fresco. Estender a massa com o rolo, de forma que fique com meio dedo de espessura. Cortar em retângulos e picar com os dentes de um garfo. Pintar com ovo bem batido ao qual juntamos uma colher de sopa de água de flor de laranjeira. Leve ao forno a cozer. Depois de arrefecerem podem voltar ao forno mais um pouco para que fiquem tostadinhas e bem desidratadas. Assim, conservadas num frasco bem fechadas, duram muito tempo sem que se estraguem. São ótimas ao pequeno-almoço e para acompanhar chá e vinho do Porto.

P.S. - Pode parecer estranho uma receita conventual estar isenta de ovos na confeção, apenas é usado para barrar exteriormente; assim como a quantidade de açúcar ser pequena, regra pouco comum no receituário dos conventos. Como o seu nome indica trata-se de bolachas. Referi na descrição que, bem desidratadas e conservadas convenientemente, a sua duração é mais longa!... Quimicamente, se levassem ovos e mais açúcar, esse resultado não seria possível. Prolongar a vida de muitos alimentos, era uma forma de garantir sustento em períodos de menos abundancia. 

Podem ser utilizadas para armar tartes, como base de sobremesas, ou acompanhar com chã, café com leite, chocolate, ou vinhos generosos.

 

Ingredients

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Bolachinhas do Convento do Bom Jesus de Valença