Os Nossos Calhos Mais um prato raiano, os “calhos”. Tui tinha tradição na sua confeção. Famílias tudenses radicaram-se em Valença no ramo da hotelaria e consigo trouxeram a receita, que nós incorporamos ao nosso receituário, sendo ainda hoje especialidade de muitos dos nossos restaurantes, com dia marcado da sua oferta. Tradicionalmente era oferecido às Quintas-feiras e dias de feira que se realizavam a dias 5 e 18 de cada mês. Com a alteração deste calendário, a oferta dos calhos passou a ser normalmente às Quartas-feiras, porque é dia de feira e muitos restaurantes servem-nos também ao Domingo. A mão de vaca e as VER RECEITA
Carne de vaca estufada PREPARAÇÃO: Numa panela colocar o azeite a aquecer. Juntar a cebola picada, os alhos picados, as folhas de louro e a salsa; deixe refogar, juntando o tomate e a cenoura; refugar mais um pouco e juntar o tomate e deixe refogar mais uns minutos; de seguida colocamos a peça de carne temperada de sal, pimenta e barrada com o colorau; depois de 30 minutos, verter o vinho e deixar puxar uns 5 minutos em lume mais forte; reduzir e verter 50 cl de água, retificar de sal e deixar em lume brando cerca de 60 minutos, virar a carne de VER RECEITA
Os guisados um repasto que conquistou todos os paladares! Um dos primeiros livros de cozinha que se escreveu na europa, foi escrito pelo Mestre Ruperto de Nola cozinheira da corte, com o título “ El libro de los guisados”, data de 1520 e foi escrito na língua catalã, editado em Barcelona. A importância dos guisados na alimentação foi muito importante na nossa cultura gastronómica, uma forma de cozinhar das nossas avos que pouco a pouco se foi deixando de praticar, não é comum encontrar-se na carta de um restaurante a oferta aos seus comensais um guisado. Eu adoro um bom guisado!… Se pensam que os guisados são comida de 2º estão VER RECEITA
Rojões à moda do Minho Normalmente, as tripas enfarinhadas são fritas e cortadas em bocados longos. Servem de acompanhamento a pratos como os rojões, ou podem ser consumidas simplesmente como petisco. PREPARAÇÃO: Corta-se a carne de porco em cubos com cerca de 10 cm, põem-se a marinar durante duas horas com o vinho, os dentes de alho esmagados, sal, pimenta e o louro. Leva-se ao lume, de preferência num tacho de ferro e deixa-se cozer em lume forte até o vinho se evaporar. Junta-se então a banha e, em lume brando, deixam-se cozer os rojões até alourarem bem. Nessa altura junta-se ao molho o colorau, dissolvido VER RECEITA
Cozido à Portuguesa O cozido à portuguesa, que termina por ser uma homenagem ao porco, é um dos mais abundantes e variados pratos da nossa gastronomia!… Do porco leva tudo!… Presunto, chispe, orelheira, focinho, costela, toucinho, os ossos de assuã, a morcela e a farinheira, a chouriça e o chouriço, todos indispensáveis acompanhamentos, mais a rechoncha galinha e um bom naco de carne de vaca, com o aconchego da couve portuguesa, das batatas, das cenouras e dos nabos, tudo muito bem cozido!… Mas para que o conduto fique completo, um bom tacho de arroz seco feito com a água do cozido é presença obrigatória nas VER RECEITA
Bolo da porta do forno BOLO DA PORTA DO FORNO Como o bolo de sertã ou bolo do tacho. O bolo da porta do forno é muito parecido, na realidade os ingredientes são os mesmos, com uma diferença o bolo da porta do forno cozinhava-se sempre que se cozia broa, com a massa que sobrava formava-se da mesma forma que o bolo da sertã só que encima da pá do forno, colocam-se por encima bocados de toucinho, e leva-se até á entrada do forno onde o calor é mais brando, como o bolo é mais baixo que a broa coze mais rápido também é mais VER RECEITA
“Belouras, Bolachas, Farinhotas” “Belouras, Bolachas, Farinhotas” Três nomes para a mesma iguaria! PREPARAÇÃO: Misturamos as farinhas, peneiram-se e amassam-se com o fermento de padeiro, a pimenta, os cominhos, o sangue e a água de cozer carnes, em quantidade suficiente para obter uma massa dura. Deixamos levedar em temperatura ambiente até abrir fendas. Com as mãos molhadas damos forma cilíndrica á massa. Pomos a cozer em água a ferver, temperada com água de flor de laranjeira, sal, salsa, os dentes de alho e o louro. Quando subirem à superfície é sinal que estão cozidas, de seguida retiramos e abafamos num tacho revestido com um pano. Para VER RECEITA
As filhoses de sangue de porco São uma das grandes tradições da matança do porco e dos dias que seguem, assim como tudo o que rodeia este festival culinário e gastronómico, ondedo porco nada se perde.  O sangue é utilizado na confeção do arroz de sarrabulho e papas de sarabulho, nas morcelas, ou no “verde”, nome que se lhe dá depois de cozido para acompanhar as rejoadas. As filhoses que se fazem com o sangue do porco, tem simpatizantes que na hora da confeção não as dispensam, bem quentinhas e acompanhadas por um cálice de vinho do Porto. PREPARAÇÃO: Juntar o sangue, a água, o açúcar e a farinha, VER RECEITA
Rancho à moda do Minho Rancho dos quartéis de Valença Desde o ponto de vista gastronómico “rancho” começou por significar ração alimentar onde se misturavam uma série de ingredientes baratos, que se podiam cozinhar em grandes quantidades, para ser distribuído em porções de forma fácil a soldados e condenados, em quartéis e prisões, mas também servia em tempos de fome para ser distribuído pelos que necessitavam.   Valença foi terra de quartéis, até 7 de Fevereiro de 1927, data em que o Batalhão de Caçadores 7 recolheu armas e partiu definitivamente. Recordo ainda a demolição dos quartéis na Parada Velha na Coroada, onde chegou a funcionar a Legião VER RECEITA

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