Anho no forno de Valença Das aldeias do litoral às do interior de Valença, estas rezes são uma mais-valia económica, cultural e gastronómica. As celebrações que acompanham qualquer acontecimento, seja festa popular ou familiar, casamento ou batizado que se preze, está sempre presente, como cá se diz, uma boa “cabritada”. Mas é na Páscoa que tem mais significado, visto ser considerado um dos símbolos cristãos. Simboliza Cristo, que é o “Cordeiro de Deus”, sacrificado em prol de todo o rebanho. No Domingo de Páscoa a sua presença torna-se obrigatória em todas as mesas de Valença. Foram sábias as mãos que souberam guardar e transmitir de VER RECEITA
Carneiro e cabra velha Quando estas rezes já tinham passado a idade indicada, o que não recomendava o tradicional assar no forno, então tínhamos outras formas de confeção. Para isso, depois do animal abatido, colocava-se dentro de um saco e levava-se para um regueiro onde a água corresse abundante e aí era mergulhado durante tantos dias quantos os anos da idade do animal, para assim lhe retirar todo o cheiro e intenso sabor a bedum, com o cuidado necessário de ficar resguardado de lobos, raposas ou outros depredadores. Passado esse tempo, recolhia-se e cortava-se em bocados que se esfregavam com laranjas azedas. Eram então VER RECEITA
Iscas de Judas Uma velha tradição foi recuperada. A comissão de festas da Senhora da Saúde da Urgeira é a responsável por esse feito, anunciado pelo troar de um grupo de Zés Pereiras que, com grande entusiasmo batem as peles dos seus grandes bombos, repercutindo em toda a fortaleza e provocando a atenção de todos os que visitaram Valença no Sábado de Aleluia. Deixem passar!… Pelas ruas da Cidade irrompe o cortejo!… E, como mandava a tradição, “Judas Iscariotes” vai pendurado para a “malhação” ou “queima do Judas”. Na dianteira do desfile não faltam as pertenças penduradas no mastro, com a típica VER RECEITA
Peru assado para a consoada como se faz em Valença Nesta receita vou seguir todo o ritual de preparação partindo desde o abate do peru, quem o adquirir já abatido deve ignorar este primeiro ponto. Vamos embebedar o peru!… Quando eu era miúdo embebedar o peru também era uma tradição!… Pouco a pouco com a ajuda de uma pequena garrafa vamos dando a beber ao peru aguardente “bagaço” em tragos curtos para que não abafe, repetindo esta operação com algum espaço de tempo; quando nos apercebemos que os passos são trôpegos e cambaleantes o bicho está devidamente anestesiado; esperamos cerca de 30 minutos, para que goze um pouco da sua VER RECEITA
Empanada de frango à moda de Valença Mata-se um par de frangos, quase galos, cortam-se em bocados e temperam-se com sal, loureiro, um ramo de salsa, pimenta, quatro dentes de alho e vinho verde branco. Faz-se um refogado com azeite, cebola abundante cortada em dados, três tomates sem pele picados, um pimento verde cortado em tiras, juntamos o que ficou da marinada e refogar os frangos até que fiquem bem lourinhos. Recordo que, o refogado deve ficar molho abundante para pôr na empanada. Coze-se meio quilo de presunto e um chouriço caseiro – é claro! Despois de frios corta-se o presunto e o chouriço em fatias generosas. Amassamos um quilo VER RECEITA
Uma bebida com tradição em Valença Em Valença no Carnaval existe uma tradição que muito provavelmente remonta à fundação das suas principais associações recreativas: Assembleia Valenciana, Associação de Socorros Mútuos e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Valença. Na atualidade só os Bombeiros mantem esta tradição, até porque as demais associações já não existem. É nos Bombeiros, que ainda hoje nos tradicionais bailes de carnaval, é possível beber uma taça de Cup!… Provavelmente a maioria desconheça o que é!… Tenho que recuar cinco décadas para descrever a história desta bebida típica do carnaval valenciano.  Bombeiros, Associação e Assembleia, celebravam o carnaval com galantes bailes, uns não faziam concorrência a VER RECEITA
CARNAVAL CABEÇA DE PORCO “CACHEIRA” Também o Carnaval se enche de tradições gastronómicas, dando origem a um receitário muito particular. Para começar, uma feijoada feita de feijão branco, com as meias luas de cenoura a compor e onde a cabeça do porco é a protagonista. As tiras de orelheira não podem faltar a ninguém no prato, com o aconchego das rodelas de chouriço e de morcela, o cheirinho a cominhos para lhe dar tempero e o tacho de arroz feito no forno sempre presente, como manda por cá a tradição. 1 Cabeça de porco Completa o banquete, um doce típico do entrudo que apelidamos de “orelhas VER RECEITA

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