Sopa saudável RECEITA DE UMA FAMÍLIA VALENCIANA De um libro de cozinha, escrito á mão que chegou ao meu poder em finais dos anos 70 em que cada receita tem uma data. Na primeira página tem um carimbo a tinta violeta onde se lê Gaspar José S. Oliveira, em várias páginas as receitas terminam com o nome de Alice. No seu interior pequenas folhas soltas com receitas despertaram a minha curiosidade, chamou-me especial atenção uma dessas folhinhas com uma receita “sopa saudável” com data de 3/5/1925. A receita não nos dá a quantidade dos ingredientes, mas o sentido culinário de cada pessoa, depois VER RECEITA
Sopa de Agriões Em 1,5 litros de água colocamos as batatas a cozer com a cebola e o dente de alho, quando cozido passamos tudo pelo passe-vite e levamos novamente á panela, quando começar a ferver juntamos os agriões e a cenoura raspada, temperar de sal e quando ferver juntar o azeite. Servir em prato de sopa, podemos juntar cubinhos de pão de trigo fritos em azeite. VER RECEITA
O Caldo Verde Valença e O CALDO VERDE Teve a sua origem no Minho, mas foi adotado por todas as províncias do País, escritores e poetas referenciam-no nas suas obras, tendo a receita sido até escrita em verso. Eça de Queiroz, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, são alguns dos escritores cujas obras fazem descrição e comentários ao nosso CALDO VERDE. Camilo Castelo Branco, que era avesso a descrições gastronómicas, não resistiu em descrevê-lo,  pondo-o nos altares. António Correia de Oliveira define-o da seguinte forma: “QUE NÚPSIAS DE SUSTENTO E DE SABOR”. O poeta Reinaldo Ferreira descreve O CALDO VERDE num poema que Amália Rodrigues VER RECEITA
Caldo no pote com presigo Na cozinha junto à lareira havia sempre dois ou três potes, um grande sempre com água a ferver, que se utilizava para as tarefas domésticas e para os banhos, um de reserva e outro sempre com caldo. Quando não havia muito tempo para as lidas na cozinha e a hora de ir para a mesa chegava, a família tinha que ser confortada com algo que agasalhasse o estômago e que sobrasse para a ceia. Porque a lida continuava. O caldo no pote era uma solução perfeita. As mulheres da casa preparavam as coisas de véspera e de manhã cedo. Levavam tudo VER RECEITA
Caldo de Nabiças Nabo!… O sentido apreciativo e depreciativo O nabo é de origem europeia, mas também é cultivada na Índia, utilizado na culinária, principalmente em sopas e ensopados. En Escocia están considerados como la hortaliza nacional.Na Escócia foi em tempos considerado o vegetal nacional. Actualmente, el nabo tiene poco prestigio gastronómico. Atualmente, o nabo tem pouca reputação gastronómica. Ángel Muro en su Practicón decía “Es la legumbre-raíz más desdeñada, porque es muy dulzona y no tiene aroma.O nabo não pertence à "aristocracia dos legumes" mas, antes da batata, e beterraba. É a raiz das leguminosas mais desprezadas!… Tiene pocos amigos, y los que lo son VER RECEITA
Caldo à Lavrador (Valença) De apontamentos antigos resgatei mais esta receita que consta em alguns livros de cozinha os mesmos de onde, há anos, tinha rebuscado a receita do “caldo verde de Valença”, que publiquei no jornal Valenciano sobre a sua etnografia e receita. Esse mesmo artigo deu origem à candidatura da nossa receita de caldo verde a esse concurso que, de uma forma transversal, arrecadou para o Vale do Minho, o reconhecimento de ter sido considerado uma das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa. Depois de repassar novamente estes escritos reparei que nessa altura tinha deixado uma nota pendente, uma outra receita, que consta VER RECEITA
A nossa “Sopa de Bacalhau” Esta sopa leva-me a recordações da minha juventude!… Trabalhava eu numa mercearia que já não existe, como na realidade todas as que na época existiam em Valença. Fazia-se normalmente com os rabos de bacalhau que as mercearias de Valença vendiam já demolhado. Cortavam-se às postas, pesavam-se e na parte da pele com um lápis próprio, de tinta violeta que resistia à água, escrevia-se-lhe o preço que custava. Os rabos ficavam sempre para o fim e como nem no peso nem nas contas se consideravam, era sempre lucro, o que permitia muitas vezes “ter caridade” -dizia o nosso patrão – e vendiam-se VER RECEITA

Topo