HISTÓRIA:

“ONDE CANTA GALO NÃO CANTA GALINHA”!...  - “provérbio

 

Onde houver galinheiro antes que nasça o sol, e se oiça longe ou perto o canto do galo, todo um estereótipo como despertador das manhas. Quando se nos faz tarde, costumamos dizer, ”é que se me dormiu o galo”.

  O galo, considerado o rei do galinheiro também pode ser considerado um dos reis da mesa.

Das muitas preparações que o galo nos oferece na hora de ir para o tachona em temporada de ervilhas temos em Valença receita para este cantador das manhãs.

 

PREPARAÇÃO:

Cortar o galo aos bocados, aproveitando também a cabeça, já que a sua crista tem por cá apreciadores. Fazer uma sorça com o vinho onde juntamos os alhos picados a salsa o louro e o pimentão. Incorporamos os pedaços do galo e temperamos de sal e pimenta a gosto.

Deixamos em repouso durante um par de horas. Picamos a cebola e levamos em tacho folgado ao lume, começando a cebola a alourar juntar o toucinho cortado em pequenos dados, vamos mexendo com colher de pau e passados cinco minutos vamos vertendo lentamente o que nos ficou da sorça, sempre a mexer, vamos espalhando os pedaços do galo de forma que todos fervam um pouco no fundo do tacho; por isso se recomenda que este seja folgado. Deixar refogar em lume brando no princípio para que fique suficientemente cozido e bem apaladado. Vamos então dar-lhe mais protagonismo ao galo, que vai cantar de outra maneira, e juntam-se as ervilhas se necessário juntar um pouco de água e retificar de sal, deixar que as ervilhas se aconcheguem e tomem cozedura. Levar á mesa com arroz de forno, e muito bom proveito!...

”Dentro da capoeira de onde irá a matar, o galo canta hinos à liberdade porque lhe deram dois poleiros.”

Fernando Pessoa

 

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Galo estufado com ervilhas